Atividade Encontro 5: Conhecendo mais sobre a cultura do Tango

Para esta semana gostaríamos que vocês conhecessem um pouco mais da cultura do Tango. Como não podemos levá-los até uma milonga de Buenos Aires, que é onde esta cultura se desenvolve, trouxemos um documentário produzido pela BBC, que apresenta um pouco de como o Tango se desenrola neste ambiente. Confiteria Ideal é o nome de um lugar dos mais tradicionais que sedia muitas milongas de Buenos Aires. Como vocês poderão ver, as relações humanas são o ingrediente fundamental da cultura Tangueira. É um documentário com áudio em espanhol e legenda em inglês. Esperamos que possam entender pelo menos parte do todo. As imagens já irão dizer muito sobre o tema. Sintam-se como se estivessem indo pela primeira vez a uma milonga de Buenos Aires mesmo sem falar o idioma, estão observando para entender como as relações acontecem.

Para realizar a atividade:

  1. Assista o vídeo (de preferência completo, senão puder, pelo menos alguns trechos.
  2. Observe algo que lhe pareceu curioso e deixe um comentário sobre este trecho. Coloque o minuto ou os minutos onde você observou esta característica.
  3. Deixe também no seu comentário uma pergunta sobre algo que você não entendeu ou gostaria de saber mais sobre os “códigos do Tango” ou sobre a cultura tangueira. Iremos responder todas as perguntas 🙂
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4 comentários sobre “Atividade Encontro 5: Conhecendo mais sobre a cultura do Tango

  1. Boa noite Comunidade!

    A continuação ressalto alguns aspectos de este material audiovisual:

    a) O Tango como identidade Nacional: Antes de ir morar na Argentina achava que tod@s eles e elas se reconheciam nesta dança, que mais do que uma dança é toda uma cultura. Contudo depois de um tempo percebi que esta era uma ideia instaurada pela mídia e bem distante da realidade. Para aquele que dança, o Tango é um símbolo de identificação, mas para muitos outros argentinos é sumamente distante, acham que é entediante ou que virou só para as classes nobres da sociedade, por isto se identificam mais com a cumbia villera, o chamamé, a chacarera ou qualquer outro ritmo nacional ou estrangeiro. Seria quase o mesmo que achar que o samba é um símbolo da identidade nacional do Brasileiro.

    b) Aqui parafraseio 3 falas que achei marcantes:

    # As pessoas chegam no tango normalmente depois de uma decepção amorosa, fragilizados emocionalmente.
    # O tango é dançar para adentro
    # É um compartilhar intimo com outro ser, embora seja por poucos segundos.

    c) Mais de um entrevistado comentou o difícil que é caminhar um tango, as figuras são fáceis, mas aprender a caminhar é algo que demora anos. O curioso é que eu achava que era o contrário, por tanto este é mais um paradigma que cai.

    d) Vendo o “Puppy” dançar fica evidente a malandragem e o sabor latino que encerra a milonga. .

    e) Um dos últimos dançarinos falou que ele marcava com o peito, não com a mão mas com o torso. Achei genial essa outra direção, esse outro contato.

    f) O tango surgiu da crise, nos subúrbios, quem sabe aqui também não tome maior força no meio desta suposta “crise” que atravessa o Brasil.

    Eis tudo o que queria escrever, boa aula para nós amanhã.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Deixo aqui minha impressão sobre o vídeo.

    Os depoimentos apresentam um elemento comum,o tango pode não ser uma fonte de renda para a grande maioria dos entrevistados, porém é a única fonte de verdadeiro prazer que eles reconhecem (uma entrevistada encontrou um amor após se tornar viúva, enquanto outra relatou seu prazer em ensinar a dança).

    Quanto a técnica, o andar foi destacado por mais de um entrevistado, revelando sua importância na dança frente as figuras.

    O documentário menciona a palavra crise junto com a criação do tango. Este detalhe mostra o quanto uma parte da população pode evoluir para enfrentar um problema. No documentário há o relato da insatisfação com o governo loca, isto não permite caracterizar uma crise mas pode sinalizar que uma nova oportunidade de inovação possa ser sentida pelo país, talvez pelo próprio tango (oriundo de uma época turbulenta).

    Avaliando o ambiente criado, um dos entrevistados alega no início do documentário o lado democrático do tango: permite que divisões de classe social (como emprego, riqueza e posição social) possam ser ignoradas, porém cria uma nova divisão (os que sabem dançar e os que não sabem), esta é a única parte que marcou negativamente o documentário. A dança surgiu das classes menos favorecidas em uma época de crise e um dos depoimentos considera sua criação uma resposta a esta exclusão sofrida pelas pessoas que o criaram, empregar o tango – que ignora barreiras sociais – para criar novas soa contraditório.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Boa noite!

    Vou comecar com uma pergunta: varios entrevistados falaram que acostumavam ir na milonga mas que agora estavam frequentando o tango, qual a diferenca?

    Admiro a cultura argentina e a diferenca dos brasileiros, os demais paises de sur america temos uma conexao mais forte entre nós, eu a tive pela musica, a gente na colômbia escutava rock em espanhol com grandes influencias argentinas principalmente. É por isto que tenho relacao forte com este pais, acho os argentinos muito politizados e ligados com temas politicos, principalmente.

    Nós (colombianos) identificamos a Argentina como a “Europa da america do sul” pela sua populacao, sua arquitetura, a mesma decoracao que apresenta o documentario no salao, glamurousa, quase barroca, com muitos detalhes, mas também destaco que o país parou no tempo, nos inicios, a maior populacao eram migrantes europeios e o tango surge nesse intuito de marcar uma identidade. E assim, sua populacao hj parecesse que nao aceita-se as mudancas. A crise, que é um constante no documentarios, permite enxergar as coisas de modos diferentes, mas a argentina ficou se achando num outro tempo.

    O ambiente bohemio que tem o tango faz pensar justamente que as milongas ou os lugares onde é tocada a musica, seja um ambiente democratico (como é colocado tb no documentario) onde ricos e pobres, solteiros, putas, pessoas de todas as idades, inclinacoes sexuais, condicioes economicas se encontram, pra esquecer, pra curtir, pra sentir nostalgia dos tempos passados, essa é a sensacao que me da quando vejo os saloes tradicionais, uma cultura que parou no tempo, que fica anelhando esses tempos de ouro.

    Tem uma coisa na danca que ainda nao consigo aceitar muito, no tango, no forró e na maioria de dancas de salao, e é justamente que a mulher sempre fica na espera que o homem tire ela pra dancar, uma atitude muito machista que eu pessoalmente tento quebrar mas que ainda muitas pessoas nao entendem bem.

    Pessoalmente gosto mais da danca nos saloes, passos, giros acrobaticos e demais com treino se aprendem, mas sair no improviso e curtir um tango com aquele sentimento que os casais dancam no video, é um desafio para mim hj, principalmente a caminhada rsrsr que levara uns 10 anos, segundo os expertos.

    O tango é muitas vezes uma forma de vida, casais que dedicam sua vida pra ensinar, que viajam, que compartilham seu tempo quase que totalmente pra isto deixa ver como é uma danca envolvente, rica, glamurousa, uma marca argentina!

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